01 setembro 2015

Young God

"Oh, baby girl, you know we're gonna be legends
I'm the king and you're the queen and we will stumble through heaven
If there's a light at the end, it's just the sun in your eyes
I know you wanna go to heaven but you're human tonight"

Somos filhos de uma geração esquecida na história, descendentes dos deuses antigos e abençoados pelos novos. Nas nossas veias corre o sangue dos jovens rebeldes e das divas dos gloriosos anos. 
Vivemos num estado permanente de depressão e estamos conformados com isso.
Temos um espírito nómada - não pertencemos a lugar algum e pertencemos a todo o lado.
Sonhamos com o impossível e desejamos o inalcansável. Somos românticos incuráveis, dotados de uma mente brilhante e uma alma transcendente.
Fumamos com o objetivo de relembrar e bebemos para esquecer. E, com isto, matamo-nos aos poucos.

E a nossa sociedade pergunta-nos se estamos bem com o que somos. Se estamos dispostos a trocar a vida por uma morte prematura. Se o que fazemos é o correto ou aceitável.
Nós respondemos em plenos pulmões que "SIM". Não queremos saber do aceitável ou do não aceitável, nem da vida ou da morte. Somos movidos pelos lemas dos antepassados - live fast and die young. Somos poetas com histórias inesquecéveis e temos, apenas, como objetivo de marcar a nossa geração e dar vida à que a histórias esqueceu.

11 agosto 2015

Birthday

O tempo passa e, com ele, apenas ficam as memórias de braço dado com as saudades.



Tudo começou com música. Para ser mais exato, tudo começou com "30 Seconds To Mars". Uma banda que uniu dois estranhos e fê-los criarem uma ligação imensamente forte. A música embalou esta nossa grande amizade.

Lembro-me, como se tivesse sido ontem,  a primeira chamada que tivemos. Oh meu Deus, o quão nervosa tu estavas. As tuas gargalhadas a ecoarem nos meus ouvidos. Os teus ataques de fangirl, enquanto falávamos de bandas e youtubers. Lembro-me de falarmos do Emanuel e do Pedro.
A partir daí, foram chamadas atrás de chamadas. Risos atrás de lágrimas e lágrimas atrás de risos. Estávamos sempre juntos, apesar da grande distância que nos separa.
Em pouco tempo, a amizade cresceu e tornou-se em algo tão forte. Tornámo-nos melhores amigos e apenas queríamos estar juntos, cara a cara, corpo a corpo, pele com pele.

Massacrámos a tua mãe. Tanto lhe pedimos para te trazer a Coimbra. Foram dias e dias numa constante luta, até que ela cedeu. Ficou combinado para o teu dia de anos (ou seja, hoje, à dois anos atrás).

Lembro-me que ambos estávamos ansiosos, que mal conseguimos dormir na noite anterior à tua vinda. Tínhamos a cabeça a mil, porque não acreditávamos que íamos, finalmente, estar juntos.


O dia chegou. Tu chegaste. O meu mundo mudou. Mal podia acreditar. Finalmente estava com uma das melhores coisas que me tinha aparecido na vida nos últimos tempos.
Resumindo o dia, não nos largávamos. Estávamos sempre a implicar um com o outro. Imensos abraços e sussurros.
O tempo passou a voar e cada um teve que voltar para sua casa. As lágrimas correram e as saudades ficaram. E a amizade ficou, durante imenso tempo, até hoje.

Estivemos juntos mais duas vezes. Por pouco tempo, mas estivemos. Ainda hoje me lembro de tudo. A tua roupa.O teu sorriso. A tua voz. o teu cheiro.
Durante estes dois anos (e mais algum tempinho), passámos por tanto juntos. Amores e desamores. Problemas familiares, pessoais e sociais. Discussões... Tudo.
Porém, não podemos negar, houve um afastamento. Não sei se foi por desleixo meu ou teu, ou por qualquer outra razão, mas houve. Mas, como qualquer outra amizade, sempre que precisamos um do outro, estamos presentes e dispostos a ajudar.



Tenho imensas saudades tuas. E, só para que saibas, aquela enorme vontade de estar contigo voltou.

"Àmo-te", bebé. Espero que tenhas um excelente dia de anos. Nunca te esqueças que sempre que precisares, independentemente da hora, do dia, estarei aqui para ti, como sempre.
Que venham mais dois, mais quatro, mais oito anos.

Vemo-nos em Setembro. Até lá, guardo-te na memória e no coração.

Para a Miriam xx
Parabéns, fangirl.


30 junho 2015

The Story

Quando menos espero, principalmente à noite, encontro-me sozinho perdido em pensamentos e acabo a dar comigo a pensar em sinais de pontuação. E há que realçar três deles: os pontos de interrogação, os pontos finais e as reticências. Três sinais que se encontram bastante presentes, em forma de metáforas, nas nossas vidas.
Os pontos de interrogação são associados a todas as questões que coloco em relação a mim, aos outros e ao que nos rodeia. Os porquês, os quem, os quando, os onde, os como...
Os pontos finais são diretamente relacionados ao passado, a assuntos com um fim definido. Desta forma, aplica-se o uso deste sinal ao encerramento de uma ideia.
As reticências - três pontos finais seguidos, mas sem qualquer significado semelhante ao de um ponto - indicam a suspensão de uma ideia que poderá a vir a ser retomada. Ou seja, sentimentos, pensamentos, histórias, coisas sem um fim determinado.

Este pensamento surgiu devido a uma história, não muito antiga, que foi encerrada com umas reticências. Uma história tragicamente bonita, com personagens incrivelmente apaixonantes e envolventes, mas o seu final ficou em aberto, esperando ser encerrado, deixando um dos leitores cheio de interrogações e ansiando um final.

E agora cabe ao leitor decidir o destino da história. Compete ao leitor decidir se espere que o autor regresse e a termine ou se aceita que aquele seja o final, deixando todos os porquês sem justificação e partindo para uma nova história. Porém, o que é que este leitor irá fazer, já que a sua cabeça não o deixa começar um livro novo, quando existe um final terminado numas reticências?