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30 junho 2015

The Story

Quando menos espero, principalmente à noite, encontro-me sozinho perdido em pensamentos e acabo a dar comigo a pensar em sinais de pontuação. E há que realçar três deles: os pontos de interrogação, os pontos finais e as reticências. Três sinais que se encontram bastante presentes, em forma de metáforas, nas nossas vidas.
Os pontos de interrogação são associados a todas as questões que coloco em relação a mim, aos outros e ao que nos rodeia. Os porquês, os quem, os quando, os onde, os como...
Os pontos finais são diretamente relacionados ao passado, a assuntos com um fim definido. Desta forma, aplica-se o uso deste sinal ao encerramento de uma ideia.
As reticências - três pontos finais seguidos, mas sem qualquer significado semelhante ao de um ponto - indicam a suspensão de uma ideia que poderá a vir a ser retomada. Ou seja, sentimentos, pensamentos, histórias, coisas sem um fim determinado.

Este pensamento surgiu devido a uma história, não muito antiga, que foi encerrada com umas reticências. Uma história tragicamente bonita, com personagens incrivelmente apaixonantes e envolventes, mas o seu final ficou em aberto, esperando ser encerrado, deixando um dos leitores cheio de interrogações e ansiando um final.

E agora cabe ao leitor decidir o destino da história. Compete ao leitor decidir se espere que o autor regresse e a termine ou se aceita que aquele seja o final, deixando todos os porquês sem justificação e partindo para uma nova história. Porém, o que é que este leitor irá fazer, já que a sua cabeça não o deixa começar um livro novo, quando existe um final terminado numas reticências?